A cortina desceu sobre um dos capítulos mais notáveis da mineração global de diamantes. Em março de 2026, a mina Diavik da Rio Tinto, um ícone de engenharia e perseverança no coração gelado do Canadá, encerrou as suas operações após 23 anos de produção ininterrupta. Este marco simboliza uma mudança estratégica profunda para a gigante mineira, que agora direciona o seu foco para o minério de ferro e cobre.
Durante mais de duas décadas, Diavik foi uma fonte prodigiosa de riqueza, extraindo mais de 150 milhões de quilates de diamantes. A sua história é um testemunho da capacidade humana de superar desafios extremos, operando sob um lago congelado no Ártico.
A história de Diavik é um testemunho da visão e coragem necessárias para operar numa das regiões mais remotas e desafiantes do planeta — Sophie Bergeron, Rio Tinto
O encerramento de Diavik reflete uma reorientação estratégica da Rio Tinto, que procura consolidar a sua posição em commodities consideradas mais centrais para o seu portfólio futuro. Contudo, o legado de Diavik não se limita à sua produção; estende-se ao compromisso com a recuperação ambiental, com planos já em curso para restaurar a paisagem até 2029.
Enquanto a Rio Tinto se despede do negócio de diamantes, a história de Diavik permanece como um lembrete da complexidade e do impacto da indústria extrativa. O encerramento da mina Diavik é mais do que um adeus; é um ponto de viragem que ressoa em todo o setor mineiro.




